Uso de fone de ouvido contribui para a perda auditiva entre os jovens
Hábitos de escuta não saudáveis aumentam as chances de desenvolver problemas de audição
Luiza Cabral Saraiva Estúdio DP
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a juventude é, atualmente, a camada mais vulnerável à perda auditiva devido a hábitos não saudáveis de escuta: cerca de 1 bilhão de jovens adultos correm o risco de ter perda auditiva permanente devido a hábitos como o uso excessivo de fones de ouvido. No Brasil, 2,2 milhões de pessoas já possuem redução da capacidade auditiva, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde.
A perda auditiva implica uma diminuição na capacidade de ouvir, podendo ser classificada de leve a profunda. Cristiane Carvalho, fonoaudióloga do Hospital Jayme da Fonte, enfatiza que, nos mais jovens, a prevalência é da perda auditiva provocada por infecções de repetição ou subtratadas, predisposição genética e, principalmente, induzida por ruído (PAIR).
"A PAIR é desenvolvida gradualmente devido a exposição por longos períodos de tempo à ruídos acima de 85 decibéis. Acima desse limite, o som pode danificar as células ciliadas do ouvido interno, que são responsáveis pela transdução (conversão) do som em sinais neurais", alerta a especialista, "Qualquer dispositivo eletrônico que emita som acima de 60 decibéis é considerado prejudicial à saúde dos ouvidos".
Um dos primeiros sinais da perda auditiva é a falta de retorno ao chamar alguém. Apesar de ser confundida com distração, essa já é uma forte indicação de que a pessoa pode não estar ouvindo com clareza. Outro sinal é a elevação da voz ao falar, à medida que o jovem perde a sensibilidade auditiva, ele tende a falar mais alto para compensar a dificuldade de retorno auditivo, podendo sinalizar perda auditiva em evolução.
O diagnóstico da perda auditiva é feito através de exames que avaliam a capacidade de ouvir sons em diferentes frequências e intensidades, de ouvir tons puros, entender a fala e até medir o nível de atividade da cóclea e do nervo auditivo.
Já o tratamento deve ser definido por um otorrinolaringologista e fonoaudiólogo após avaliação das necessidades do indivíduo. A abordagem dependerá do grau da perda auditiva, podendo ser indicado o uso de aparelhos auditivos, que amplificam os sons, o tratamento de infecções ou acúmulo de cera e até cirurgia.
Com 70 anos de atuação no polo de saúde de Pernambuco, o HJF é referência na assistência à saúde. A unidade conta com um centro de diagnóstico por imagem, urgência e emergência 24h em diversas especialidades, além de consultas ambulatoriais e um moderno centro cirúrgico.
