Hospital Jayme da Fonte

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Data publicação: 25/12/25 | Fonte: Folha de Pernambuco - Vida Plena

Festas de fim de ano: respiração pode ser aliada no controle da ansiedade

Segundo especialista, o objetivo é desacelerar o ritmo respiratório e trazer calma ao paciente

Por Gabriela Castello Buarque

Com as demandas da sociedade moderna, uma grande parcela da população mundial está ansiosa ou já foi diagnosticada com algum transtorno de ansiedade. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em setembro, apontam que mais de 1 bilhão de pessoas convivem com algum tipo de transtorno de natureza mental/emocional.

A ansiedade e a depressão são as condições que mais prevalecem nessa contagem. O período de festas de final de ano, segundo especialistas, pode intensificar sentimentos de ansiedade, estresse e sobrecarga emocional. Demandas familiares, compromissos sociais e balanços pessoais criam um cenário propício para alterações físicas e emocionais.

Nesse contexto, técnicas respiratórias simples surgem como uma ferramenta que pode ajudar o corpo a recuperar o equilíbrio. De acordo com o fisioterapeuta Diogo Duarte, do Hospital Jayme da Fonte, a respiração tem papel direto na modulação das respostas neurológicas associadas ao estresse.

"As técnicas respiratórias entram justamente para tentar modular essas respostas neurológicas. De modo que nos tire aquela condição estressante", explica.

Segundo o fisioterapeuta, o objetivo é desacelerar o ritmo respiratório, através de um tempo de pausa, para que haja uma melhor distribuição dos gases [oxigênio e co2] e um tempo exalatório mais longo, proporcionando um estado mais calmo e tranquilo. "Esse exercício, geralmente, se mantém por cerca de 1 minuto, tem técnica que pede um pouco mais, mas nunca menos de um minuto", destaca o especialista.

Embora existam diferentes nomenclaturas, como a técnica do "4,2,6", o princípio é o mesmo: controlar o tempo da inspiração, da pausa e da expiração.

Entre as técnicas mais simples e acessíveis está a respiração diafragmática. A orientação é colocar a mão na região abaixo do tórax, inspirar lentamente pelo nariz por cerca de quatro segundos, sentindo o abdômen se expandir. Em seguida, faz-se uma pausa de dois segundos, favorecendo uma melhor distribuição do ar nos pulmões, e depois uma expiração lenta pela boca, com duração aproximada de seis segundos. Esse ciclo deve ser repetido por pelo menos um minuto, podendo se estender até um minuto e meio.

Para pessoas com distúrbios respiratórios crônicos pré-existentes, Diogo Duarte ressalta a importância de uma avaliação individualizada.

"Uma avaliação minuciosa, identificando a causa base desse distúrbio, possibilita que estratégias mais pertinentes sejam adotadas para um controle melhor dessa dificuldade. Geralmente, essa avaliação vai ser a coisa mais efetiva e pertinente a ser feita", conclui Diogo.