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Escrever à mão, um ato de grande valia para a saúde

Na correria do dia a dia, costumamos buscar e optar por soluções mais práticas. No entanto, existem alguns hábitos que, mesmo exigindo um pouco mais do nosso tempo, são muito importantes para a nossa saúde. Um deles é um ato bem simples, mas que influencia direta e positivamente nosso cérebro: escrever à mão.

Atividade que é ensinada desde a infância, utilizar a mão para escrever parece não exigir muito esforço nosso. Mas, de acordo com o neurologista Cláudio Falcão, do Hospital Jayme da Fonte, a atividade é bastante complexa do ponto de vista da atividade cerebral.

“Escrever á mão envolve vários circuitos neuronais, incluindo o tato, a motricidade, a coordenação motora, a sensibilidade e a visão. Esses circuitos apresentam efeitos diretos na memória secundária, que é uma gravação mais definitiva”, explicou Cláudio.

Uma pesquisa da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia apontou a relação entre a memória e a escrita à mão. Segundo o estudo, utilizar o método tradicional de copiar uma matéria – com lápis ou caneta e papel – facilita a memorização do conteúdo bem como a sua aprendizagem, tanto em crianças como também em adultos.

Jornalista e tarólogo, Gustavo Teixeira Alves, 25, descobriu na escrita um poderoso método de estudo. Após anos tentando encontrar a melhor maneira de fixar um conteúdo, foi escrevendo os resumos a próprio punho, que ele conseguiu um melhor rendimento.

“Foram tentativas e erros até encontrar o melhor método de aprender, de fato, as matérias. Já havia tentado só a leitura, depois tentei só a escuta, mas nada disso parecia suficiente. Foi quando comecei a fazer os resumos, e o processo de anotar as coisas no papel, mescla a leitura e a escuta”, disse Gustavo. “Além disso, eu tenho uma memória visual mais aguçada, então quando eu escrevo , acabo visualizando o que coloquei no papel na mente, e isso ajudava a gravar e a aprender o que era preciso”, complementou.

Quem também notou os benefícios da escrita à mão foi Lin Mei Chian, artista e praticante de lettering há seis anos. “Sempre tive dificuldade com acentuação gráfica de algumas palavras, e isso tem ajudado muito no dia a dia, porque você acaba memorizando. O benefício é notório”, afirmou.

O neurologista Cláudio Falcão também disse que ainda não há uma confirmação científica que relacione a prevenção de doenças cerebrais a partir da escrita à mão. Contudo, o especialista reforça que, assim como outras atividades que estimulam o cérebro, mantendo-o saudável, a escrita ajuda a retardar o surgimento e também a minimizar a progressão de doenças, como o Alzheimer.

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